“Isso é coisa da sua cabeça!”, “isso é psicológico!”, “não sou louco!”, etc. Quando o assunto é terapia, essas são algumas das inquietações que surgem na mente, na imaginação, na subjetividade da maioria das pessoas.
Subjetividade? Sim! Em terapia, isso é o que importa. Mesmo que estejamos diante de problemas considerados psicológicos, ou até mesmo da loucura, o mundo interno, o espaço íntimo do indivíduo onde ecoa suas emoções, sentimentos e pensamentos é que se considera durante as sessões de terapia.
É com base nesse mundo interno, por meio da subjetividade, que todos os indivíduos, todas as pessoas se relacionam umas com as outras. Há uma interação entre singularidades e construções de crenças e valores compartilhados em suas dimensões sociais e culturais. O espaço relacional é có-construído a partir da subjetividade.
Então, cabe aqui uma pergunta: o que é a realidade?
Fomos condicinados a crer que o mundo externo é mais real que o mundo interno. Porém, o que acontece dentro de nós é que vai criar o que acontece fora. É importante refletir sobre algumas limitações da mente, como, por exemplo, a dificuldade em saber diferenciar o que vê no ambiente e a relação que estabelece com suas próprias lembranças.
Há uma diferença entre o modo como o mundo é percebido por nós e como ele realmente é. Aliás, o que realmente importa na terapia, por exemplo, é como o mundo é percebido por nós, aquilo que é considerado subjetivo, que é próprio do sujeito, que é de domínio daquela consciência.
No espaço terapêutico também opera a subjetividade, mas o foco é um só: o cliente como sujeito. Na relação de afeto entre terapeuta e cliente isso se viabiliza. Nas palavras de Antoine de Saint-Exupéry, “Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção”.
Por essa razão, situações do cotidiano, compartilhadas com pessoas do nosso convívio, podem ganhar um outro olhar nas sessões de terapia. Vamos imaginar que o texto* abaixo foi compartilhado com uma pessoa leiga.
“Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais…”
Provavelmente, tal pessoa poderia afirmar que esse texto representa o fim de uma relação, um ponto final e que não existe mais nada entre os envolvidos. Porém, um terapeuta diria que “tudo é o olhar” e faria uma outra leitura desse texto, por exemplo, lendo-o do fim para o começo.
“É tarde demais…
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
Eu te amo
E jamais usarei a frase
Já te esqueci
Sinto cada vez mais que
Alimento um grande amor
Não poderia dizer mais que
Você não significa nada
Sinto dentro de mim que
Nada foi em vão
Tenho certeza que
Ainda te quero como sempre quis
Estarei mentindo dizendo que
Não te amo mais”
Para concluir, saiba que terapia é uma relação de ajuda onde não é necessária a existência de problemas psicológicos para poder existir. Emprestando um pensamento atribuído a Plantão, na relação terapêutica “o homem retrata-se inteiramente na alma; para saber o que é e o que deve fazer, deve olhar-se na inteligência, nessa parte da alma na qual fulge um raio da sabedoria divina”.
*”Tudo é o Olhar” é um texto cuja autoria é atribuída à Clarice Lispector.
Postado em 19 junho '10 por Paulo G. P. Tessarioli, categoria Orientação Sexual, Psicodrama, Psicologia, Psicopedagogia, Psicoterapia Individual, Psicoterapia de Casais, Psicoterapia em Grupo, Serviços, Sexualidade, Terapia Sexual. No Comments.
O beijo foi assunto no programa “Affair com você” do dia 03 de maio de 2010. Assista na íntegra no endereço: http://migre.me/GvLJ. Leia abaixo o que foi abordado no programa.
É importante que se diga que quase tudo que sabemos foi adquirido por meio da aprendizagem. O beijo também é aprendido. Não nascemos beijando e esse aprendizado depende das relações que a criança estabelece com os adultos ao seu redor. O significado que os adultos dão ao beijo, provavelmente, será levado em conta pelas crianças na hora de aprender a beijar.
Pais que se beijam quando estão na frente dos seus filhos se tornam, muitas vezes, modelos a ser copiado. A partir daí, muitos filhos podem beijar seus pais ou até mesmo outras crianças e pessoas. Reproduzir o que viu é uma forma de aprender. Então, caros adultos, cuidado ao perceber tais comportamentos infantis, pois o significado que vocês dão a eles fará todo sentido para as crianças.
A vida é feita de fases e o beijo vai ganhando significados diferentes de acordo com as experiências vividas. Uma criança pequena pode sentir falta dos beijos de seus pais, mas aquela que não se sente mais criança pode se incomodar. É esperado que isso aconteça, não se preocupe, até porque a sexualidade está em pleno desenvolvimento e o convívio social com outras crianças pode desaprovar tais demonstrações de afeto, pelo menos em público.
Na puberdade o beijo ganha outros significados. Desperta sensações e até mesmo desperta a imaginação. Sonhar com a possibilidade de beijar pode ser tão bom quanto aquele beijo roubado na hora do intervalo na escola. Pena que o mundo adulto se interfere nos mundos infanto-juvenis e apresenta significados, muitas vezes, inadequados para o aprendizado de crianças e adolescentes. “Beija, beija, ta calor, ta calor, eu não quero só beijar, mas também fazer amor”.
O beijo é a forma mais íntima de contato que uma pessoa pode ter com a outra. Afirmação muito presente no mundo adulto. Porém, existe beijo técnico e para que ele aconteça os atores precisam se distanciar emocionalmente um do outro, pois do contrário envolvimento na certa! E a máxima de que “faço por dinheiro e por isso não beijo”, o famoso mito de que profissionais do sexo não beijam pegou carona e se fortaleceu na telona do cinema com “Uma linda mulher”. Como podemos conceber a idéia de uma relação sexual em que os corpos se tocam e as bocas não?
Tudo isso você vê no programa “Affair com você”, todas as segundas-feiras, ao vivo, a partir das 22:00, pela allTV – www.alltv.com.br – confira!
Postado em 20 maio '10 por Paulo G. P. Tessarioli, categoria Serviços. No Comments.
A mente é o nosso maior órgão sexual. Uma vida sexual ativa depende de uma mente que conceba a sexualidade como uma experiência positiva.
Superado o impacto psicológico do trauma que vitimou e instalou a limitação física, por meio da Terapia Sexual é possível que a pessoa com deficiência física reaprenda e resignifique a sua própria sexualidade.
Clique no link http://www.youtube.com/watch?v=9Pyrx_aSL-g para ouvir a primeira parte e no link http://www.youtube.com/watch?v=qNshoKJOMVk para ouvir a segunda parte da entrevista com o Psic. Paulo G. P. Tessarioli, concedida ao radialista José Luis Menegatti da Rádio Jovem Pan AM em 03 de Março de 2010.
Assim como existe um nome para a primeira menstruação da mulher, conhecida tecnicamente como menarca, a última, tão temida, se chama menopausa. O período que a antecede é conhecido como climatério, que, na maioria dos casos, acontece por volta dos 45 anos e termina aos 65, culminando na menopausa. Neste período, as mulheres costumam ter grandes alterações hormonais: tanto ondas insuportáveis de calor com transpiração excessiva, como o aparecimento de problemas sexuais podem viram realidade.
Assista na íntegra a entrevista sobre Menopausa que foi ao ar no programa “Viver é Melhor”, da TV Boa Vontade, apresentado pela Camila Barbieri:
Parte 01: www.youtube.com/watch?v=-NcndXlCa6s
Parte 02: www.youtube.com/watch?v=nb_KzJnrzeY
Parte 03: www.youtube.com/watch?v=4se7JXL4DA4
Parte 04: www.youtube.com/watch?v=KD0xblqIXw8
Postado em 8 novembro '09 por Paulo G. P. Tessarioli, categoria Serviços. No Comments.
Nestas semanas, os principais noticiários e programas de TV divulgaram, em rede nacional, um acontecimento que chocou milhares de pessoas em todo o país, a humilhação de uma aluna, ocorrida dentro da instituição de ensino superior em que estuda, que por causa da sua forma de se vestir foi perseguida e ofendida e teve que ser escoltada pela polícia militar, para fora da universidade, em nome do restabelecimento da ordem.
Diante de tal fato, é necessário afirmar que dentre as muitas responsabilidades sociais das instituições de ensino, não importa em que níveis atuem – fundamental, médio ou superior – uma é fundamental: contribuir com construção de um conhecimento que promova a reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra qualquer pessoa, independentemente do sexo e da forma como se veste.
Acesse o link http://www.alltv.com.br/ondemand.php?idond=4140 e assista: Como anda a Educação nas Escolas, no programa “Affair com você”.
“Eu gosto de barraco!”
“Estas pessoas que montam barraco aprenderam, na sua história de vida, que isso tem algum ganho, ou que de alguma forma, através deste comportamento, elas conseguem algum tipo de ganho.
Provavelmente, estas pessoas devem ter vivenciado experiências na sua infância, talvez até na sua primeira infância, de momentos de muita tensão dentro dos seus próprios lares e aprenderam que através do grito, da briga, do uso da força, mesmo que seja só verbal, elas conseguiam o que queriam.”
Confira na íntegra esta entrevista concedida ao programa Geraldo Brasil da Rede Record, no dia 07 de outubro.
Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=CEcAp34IQl8
Postado em 12 outubro '09 por Paulo G. P. Tessarioli, categoria Serviços. No Comments.
No dia 17 de outubro, próximo sábado, das 09:00 às 18:00, na cidade de São Paulo, acontece a Jornada QUALITY-CEPCoS: A Sexualidade Humana na Clínica Contemporânea.
Voltada para estudantes ou profissionais das mais diferentes áreas: psicologia, medicina, pedagogia, enfermagem, etc., esta Jornada apresenta temas fundamentais para a compreensão e reflexão acerca da sexualidade, possibilitando assim, intervenções humanizadas, respeitosas e eficientes.
Saiba mais: http://www.qualitysaudemental.com.br/curso/wsexualidade.html
Postado em 11 outubro '09 por Paulo G. P. Tessarioli, categoria Serviços. No Comments.
A codependência passou a ser estudada com mais atenção por volta da década de 1970. A partir do tratamento da dependência química foi constatado que não era só o dependente químico que precisava de ajuda, mas aqueles com os quais convivia também. O autocontrole e a fase de abstinência de drogas ou álcool eram desenvolvidos nas clínicas e hospitais especializados em dependência química. Porém, quando o dependente voltava ao convívio do seu núcleo familiar e social ele tinha sua primeira recaída. Descobriu-se, então, que a vida das pessoas que convivem com dependentes químicos é afetada de tal modo que elas passam a desenvolver comportamentos, atitudes e o amor com base no apego, deixando de viver suas próprias vidas e dependendo afetivamente destas pessoas, os dependentes químicos, daí o nome codependente.
Codependência é o mesmo que dependência de afeto. É importante perceber que este conhecimento esclarece algo tão difícil de se entender na prática: “Se a relação é ruim, não tem pé nem cabeça, por que é tão difícil de terminar?”, ou “Eu sei que não adianta falar e nem criticar, mas eu não consigo ficar quieta!”. Por analogia, o mesmo acontece com o dependente químico: o consumo de droga faz mal e, na maioria dos casos, o dependente não quer usar mais, mas acaba usando, mesmo com todos a sua volta falando e criticando.
“Mesmo que não exista dependência química no histórico familiar, qualquer pessoa pode desenvolver a dependência afetiva, pois a nossa cultura incute facilmente, na mente das pessoas, formas e maneiras de nos escravizarmos em nome do amor”.
Vale ressaltar: o amor também pode adoecer, trazer sérios problemas e em alguns casos levar até a morte. Entre os especialistas que tratam desta temática é comum ouvir a seguinte história: “Este tipo de relacionamento termina em três C’s – Clínica, Cadeia e Cemitério!”.
Conheça o Paulo G. P. Tessarioli
Postado em 10 agosto '09 por Paulo G. P. Tessarioli, categoria Serviços. No Comments.
A criança, ao jogar, constrói seu conhecimento, uma das qualidades mais importantes do jogo é a confiança que a criança tem de chegar a suas próprias conclusões de forma autônoma. Isto leva a um comunicar-se por meio do jogo, agora visto como um agente transformador cujo aspecto fundamental é proporcionar o desenvolvimento integral da criança.
Assim, o jogo ganha espaço como instrumento da prática pedagógica que contribui para a aprendizagem. É construtivo, pois pressupõe uma ação do aluno sobre a realidade. Esta ação, carregada de simbolismo, atribui sentido a si mesma, reforça a motivação e possibilita a criação de novas ações, na medida em que estimula e proporciona o interesse do aluno.
As situações de jogos contribuem para a formação de atitudes, levando os alunos a enfrentar desafios, lançar-se em busca de soluções, desenvolvendo a crítica, a intuição, a criação de estratégias e a possibilidade de alterá-las quando o resultado não é satisfatório. A utilização dos jogos como instrumento da prática pedagógica é importante em qualquer área do conhecimento.
Conheça - Graça Margarete S. Tessarioli
O amor… Ah! O amor! Muito se fala sobre o amor. Porém, pouco se sabe sobre o seu lado sombrio, ou doentio. Você sabia que existem pessoas dependentes de amor? A droga, de muitas pessoas, anda, fala e tem vida própria. Pois é… Tem pessoas que dependem de pessoas. Quando o amor passa a ser visto como uma fonte de sofrimento ele prejudica a auto-estima e, em muitos casos, gera doenças e até mesmo pode levar a óbito. Trágico? Sim, pode até ser, mas quem é codependente sabe o quanto isto é verdade.
Codependente ou dependente de afeto é o indivíduo que estabelece relações problemáticas, onde a base não é o companheirismo, nem o amor e a intimidade, o desrespeito é mútuo e as diferenças entre os parceiros passam a ser vistas como deficiências. Visto desta forma muitos irão acreditar que estão livres deste mal, mas cuidado! Não é bem assim.
A base da codependência é o apego, sem ele não há segurança, proteção e amor. “Quem ama cuida!” Não é o que dizem? Muitas vezes, com a justificativa de “cuidar” o outro sufoca e controla. ”Ciúmes é sinal de amor!” Mesmo quando a vida a dois é um inferno, em muitos casos a separação não ocorre por medo da solidão, ou por não suportar manifestações de desafeto do outro que não aceita a separação.
Enfim… codependência é algo muito sério! Mesmo não sendo codependentes carregamos características deste lado sombrio do amor. Somos carentes de bons exemplos de amor saudável. O amor, tal como nos foi ensinado, precisa ser revisto e provavelmente, na maioria dos casos, reinventado!
Conheça o Paulo G. P. Tessarioli
Postado em 19 julho '09 por Paulo G. P. Tessarioli, categoria Serviços. No Comments.